8 abr 2009

Hasta Siempre Comandante Che Guevara

Silvio Rodriguez




Até sempre, comandante Che Guevara


Versão de Buena Vista Social Club


Versão de Soledad Bravo

Aprendemos a querer-te
Desde a histórica altura
Onde o sol da tua bravura
Colocou uma cerca à morte.

Aqui permanece a clara,
A entranhável transparência,
Da tua querida presença
Comandante Che Guevara.

Vens queimando a brisa
Com sóis de primavera
Para plantar a bandeira
Com a luz do teu sorriso.

Aqui permanece a clara
A entranhável transparência
Da tua querida presença
Comandante Che Guevara.

Tua mão gloriosa e forte
Sobre a história dispara
Quando toda Santa Clara
Acorda só para ver-te.

Aqui permanece a clara
A entranhável transparência
Da tua querida presença
Comandante Che Guevara.

Seguiremos adiante
Como junto a ti seguimos
E com Cuba te dizemos:
Até sempre comandante.

Aqui permanece a clara
A entranhável transparência
Da tua querida presença
Comandante Che Guevara.












Ojalá

Silvio Rodriguez


Tomara


Tomara que as folhas não toquem teu corpo quando caiam
Para que não as possas converter em cristal
Tomara que a chuva deixe de ser milagre que desce por teu corpo  
Tomara que a lua possa surgir sem ti  
Tomara que a terra não te beije os passos.

Tomara que acabe seu olhar constante  
A palavra precisa, o sorriso perfeito  
Tomara que aconteça algo que te apague de repente  
Uma luz ofuscante, um disparo de Nievi  
Tomara que pelo menos a morte me leve
Para não te ver tanto, para não te ver sempre
Em todos os segundos, em todas as visões  
Tomara que eu não possa te tocar nem em canções..
.
Tomara que a aurora não dê gritos que caiam pelas minhas costas  
Tomara que teu nome seja esquecido por esta voz  
Tomara que as paredes não retenham o ruído de seu caminhar fatigado
Tomara que o desejo vá embora atrás de ti
Ao teu velho governo de defuntos e flores.

Tomara que acabe seu olhar constante
A palavra precisa, o sorriso perfeito
Tomara que aconteça algo que te apague de repente
Uma luz ofuscante, um disparo de Nievi  
Tomara que pelo menos a morte me leve
Para não te ver tanto, para não te ver sempre  
Em todos os segundos, em todas as visões  
Tomara que eu não possa te tocar nem em canções...


***********************
Nievi: Francotirador revolucionário russo


Tatuagem

de Chico Buarque

Dedicada a Juanjo, con amor...




Tatuaje



Quiero quedarme en tu cuerpo
Como tatuaje
Para darte coraje
Para seguir viaje
Cuando cae La noche

Y también para perpetuarme
En tu esclava
Que tú tomas
Refriegas, niegas
Pero no lavas

Quiero jugar en tu cuerpo
Como bailarina
Que en seguida se alucina
Salta y te ilumina
Cuando cae la noche

Y en los músculos exhaustos
De tu brazo
Reposar floja
Mustia, harta
Muerta de cansancio

Quiero pesar como cruz
En tu espalda
Que te despedaza
En trozos
Pero en el fondo
Te gusta
Cuando cae la noche

Quiero ser la cicatriz
Risueña y corrosiva
Marcada a frio,
A hierro, fuego
En carne viva.

Corazones de madre
Arpones de sirenas
Y serpientes
Que te rayan
El cuerpo entero
Pero no lo sientes….

5 abr 2009

A Salvador Allende En Su Combate Por La Vida

Pablo Milanés





A Salvador Allende em seu Combate pela Vida.



Que solidão tão solitaria te inundava
No momento em que teus pessoais
amigos da vida e da morte,
te rodeavam.

Que maneira de levantar-se num abraço
O ódio, a traição, a morte, a lama;
O que constituiu teu pensamento
Morreu tudo.

Que vida queimada,
Que esperança morta,
Que volta ao nada,
Que fim.

Um céu partido, uma estrela quebrada,
Rodavam dentro de ti.
Chegou esse momento, não há mais nada
Te viste a ti mesmo empunhando um fusil.

Voava
Longe teu pensamento,
Justo em direção ao tempo
De mensagens, de lealdades, de fazer.

Restava,
dar tudo ao exemplo,
e em pouco tempo
uma nova estrela armada
Fazer.

Que maneira de ficar tão gravada
tua figura ordenando nascer,
os que te viram ouviram dizer
já não te esquecem.

Lindaste com Dois rios e Ayacucho,
Como um libertador em Chacabuco,
Os Andes que te viram crescer
Te simbolizam.

Partias o ar, saltavam as pedras,
Surgias perfeito dali.
Jamais um pensamento de pluma e palavra
tornando-se tão forte adail.
cessou por um momento a existência,
morrias começando a viver.

Voava,
Longe teu pensamento,
Justo em direção ao tempo
De mensagens, de lealdades, de fazer.

Restava,
Dar tudo ao exemplo,
E em pouco tempo
Uma nova estrela armada
Fazer.


Queria deixar, junto com esta canção, a tradução das últimas palavras de Salvador Allende...
“Pagarei com minha vida a defesa de princípios que são caros a esta pátria. Cairá uma ofensa sobre aqueles que vulneraram seus compromissos, faltaram à sua palavra, romperam a doutrina das Forças Armadas.
O povo deve estar alerta e vigilante. Não deve se deixar provocar, nem massacrar, mas também deve defender suas conquistas. Deve defender o direito a construir com seu esforço uma vida digna e melhor.
Uma palavra para aqueles que, chamando-se democratas, têm estado instigando esta sublevação, para aqueles que, se chamando representantes do povo, têm estado turva e desajeitadamente atuando para fazer possível este passo que coloca o Chile no despenhadeiro.
Em nome dos mais sagrados interesses do povo, em nome da pátria, eu chamo o povo para lhes dizer que tenham fé. A história não se detém nem com a repressão nem com o crime. Esta é uma etapa que será superada, é um momento duro e difícil. É possível que nos esmaguem, mas o amanhã será do povo, será dos trabalhadores. A humanidade avança para a conquista de uma vida melhor.
Compatriotas: é possível que silenciem os rádios, e me despeço de vocês. Nestes momentos passam os aviões. É possível que nos crivem. Mas que saibam que aqui estamos, pelo menos com este exemplo, para indicar que neste país há homens que sabem cumprir com as obrigações que têm. Eu o farei por mandado do povo e pela vontade consciente de um presidente que tem a dignidade do cargo...
Talvez seja esta a última oportunidade em que possa me dirigir a vocês. A Força Aérea já bombardeou as torres da Radio Portales e Radio Corporación. Minhas palavras não têm amargura, mas sim decepção, e serão elas o castigo moral para os que traíram o juramento que fizeram.

(...)

Ante estes fatos, só me cabe dizer aos trabalhadores: eu não vou renunciar. Colocado em uma etapa histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo. E lhes digo, que tenho a certeza de que a semente que entregamos à consciência digna de milhares e milhares de chilenos, não poderá ser ceifada definitivamente. Vocês têm a força, poderão nos avassalar, mas não se detém os processos sociais nem com o crime nem com a força. A história é nossa e é feita pelos povos.
Trabalhadores da minha pátria: quero lhes agradecer a lealdade que sempre tiveram, a confiança que depositaram num homem que só foi intérprete de grandes anelos de justiça, que empenhou sua palavra em que respeitaria a Constituição e a lei e assim fez. É este o momento definitivo, o último em que eu possa me dirigir a vocês, espero que aproveitem a lição. O capital forasteiro, o imperialismo, unido à reação, criou o clima para que as Forças Armadas rompessem a sua tradição: a que foi assinalada por Schneider e que reafirma o comandante Araya, vítima do mesmo setor social que hoje estará em suas casas esperando com mão alheia conquistar o poder para seguir defendendo suas pilantragens e privilégios.

(...)

Certamente, Radio Magallanes será calada e o metal tranqüilo de minha voz não chegará a vocês: Não importa, continuarão me ouvindo. Sempre estarei junto a vocês, pelo menos minha lembrança será a de um homem digno que foi leal à pátria. O povo deve se defender, mas não se sacrificar. O povo não deve se deixar arrasar ou crivar, mas também não pode se humilhar.
Trabalhadores da minha pátria: tenho fé no Chile e seu destino. Superarão outros homens o momento cinza e amargo, onde a traição pretende se impor. Continuem vocês sabendo que muito mais cedo que tarde, se abrirão as grandes avenidas por onde passe o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

Viva o Chile, viva o povo, vivam os trabalhadores!

Estas são minhas últimas palavras, tendo a certeza de que o sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, haverá uma sanção moral que castigará a felonia, a covardia e a traição.”

Palabras como Cuerpos

Joaquin Sabina...




Palavras como Corpos



Recuperar de novo
O nome das coisas
Chamar pão ao pão
Vinho chamar de vinho
Sovaco ao sovaco
Miserável ao destino
E ao que mata chamar
De uma vez assassino
Roubaram-nos tudo,
As palavras, o sexo
Os nomes entranháveis
Do amor e dos corpos
A glória de estar vivos
A crítica, a história,
Mas não conseguiram
Roubar-nos a memória
Eles têm também
Corpo sob a roupa
Pernas, unhas, suor,
Ventre, meleca, caninos,
Mãos que não acariciam
Dedos que não se tocam
Só sabem assinar
E apertar o gatilho,
Nós que queríamos
Viver simplesmente
Irmãos da chuva
Do mar, dos amigos,
Pronunciar as palavras que
Vencem a morte
Buscar debaixo da tua saia
Alimento e abrigo.
Nós que queríamos
Dar nome às papoulas,
Dizer vento amanhece,
Raiva, fogo, dizer
Que tu queres costa
Minha língua é uma onda
Nós, que queríamos
Simplesmente viver
Vimos-nos atirados
A este combate escuro
Sem armas que opor
Ao assédio inimigo
Mais do que a doce linguagem
Dos corpos nus
E saber que logo logo
Vai desbordar o trigo.


4 abr 2009

Tango del Quinielero

Esta música vai dedicada a todos os "boleiros" do Bolão!!!!



Tango do Apostador
Joaquin Sabina


Esta é a história de um homem qualquer
que uma tarde murcha de domingo
colado ao rádio, sofre e espera
que dêem o resultado do jogo.

Toca um tango que aflora
entre os "xis", os uns e os dois traiçoeiros
do time local
que com mais classe, no entanto perdeu
demolindo tanta teimosa ilusão
dinamitando tantas torres de naipes, tantos sonhos
do apostador pobre que terá
que voltar à fábrica de novo
segunda-feira às oito
como cada semana renunciando,
por enquanto, à entrada do piso e ao casamento
por culpa de uma bola e um goleiro,
de um pênalti sacana e de um zagueiro
por culpa de um maldito atacante.

Desilusões que assaltam as muralhas do inverno
quando acaba a tarde do domingo e não resta ao homem
mais consolo que esperar o vai-e-vem da fortuna,
resgatar do baú o traje novo
ir com a namorada ao cinema onde explora
com inútil paixão seus suaves seios
e enquanto Marlon Brando na tela dança um tango em Paris
volta a lembrança do árbitro traidor
como é possível que um pênalti desfaça tantos sonhos?

E, às oito,
deitarão por fim naquele velho cubículo de pensão
a mesma cama da manta amarela
o mesmo medo de manchar o colchão
onde abandona amassados os últimos esforços
da tarde murcha de domingo
que abre a escura porta do silêncio
como uma mão mole e taciturna
quando os verdes dedos do inverno
estejam se fechando cansados
sujos, maltratados, turvos, empoeirados
até encher de frio as lixeiras
onde agoniza o coração
do tempo.

2 abr 2009

Niño Silvestre

Joan Manuel Serrat

Esta música foi composta por Serrat em homenagem a toda a infância que vive maltratada e explorada em tantas partes do mundo.



Criança Silvestre


Filho do morro
Presságio de azar
Criança silvestre
Que espreita a calçada vem e vai.
Criança de ninguém
Que buscando a vida,
Desbota a avenida
E dá má fama à cidade.
Recém nascido
Com a inocência amputada,
Que no rebanho
Redime seu pecado de existir.
Criança sem criança
Indefeso e assustado,
Que aprende a força de golpes
Como os animais a sobreviver.

Criança silvestre
Engraxate e gatuno
Vende-se por parte ou inteiro
Como porção de chocolate.
Ronda a rua
Enquanto o dia a ronde,
Que pela noite se esconde
Para que não o matem.

E se a sorte
Por chamá-la de algum modo,
Espanta o lobo,
E lhe prolonga a vida um pouco mais.
Se a cola
Não lhe apodrece os pulmões,
Se ele escapa dos capangas,
Se sobrevive ao látego,
Talvez chegue a ser velho
Entre prisões e ferros,
Semeando o morro
De mais crianças silvestres, ao acaso.
E qualquer noite
Num trabalho de limpeza
Explodem os miolos
de algum deles sem pestanejar.

Criança silvestre
Engraxate e gatuno
Vende-se por parte ou inteiro
Como porção de chocolate.
Ronda a rua
Enquanto o dia a ronde,
Que pelas noites se esconde
Para que não o matem.


Dos Cartas....

Quise deixar estas dos músicas juntas... una de Pablo Milanés, y una de Chico Buarque...



Carta a Un Amigo Lejano



Carta a um amigo distante

Hoje quero estar contigo amigo
Porque gosto da tua presença
Em frente de mim, porque o mesmo há
De te ocorrer a ti porque é belo
Que aconteça isso aos dois.

Hoje quero estar contigo amigo
Emocionados ao se abrir uma flor
Discutindo porque o balão
Explodiu nos embriagando
De riso e de dor.

Hoje quero estar sem entender
A distância que vai nos separar
A fronteira que lacera
O pouco que resta
Para que possamos
Nos tempos que chegam
Repartir o amor.

Hoje quis estar contigo amigo,
E a dura realidade destruiu
O doce sonho que forjamos tu e eu
Talvez amanhã haja outra sorte.
Tomara.
Adeus.


Nota do tradutor: A palavra “balão”, em espanhol “globo” tem dois significados, importantes para a letra: globo = balão de aniversário e globo = globo terráqueo.
A música concilia os dois significados.






Meu Caro Amigo
Composição: Chico Buarque / Francis Hime


Querido amigo

Querido amigo perdoname por favor
Si no te hago una visita
Mas como ahora aparece un portador
Mando noticias en la cinta

Aquí en la tierra están jugando y gritan gol
Hay mucho samba mucho choro y rock'n'roll
A veces llueve y otros días brilla el sol
Mas yo quiero decirte que la cosa aquí está negra

Es duro piedra de llevar la situación
Que todos van llevando con tesón porfiadamente
Que todos van bebiendo pues también sin aguardiente
No hay quien aguante la cuestión

Querido amigo no pretendo provocar
Ni atizar tus añoranzas
Pero me ocurre que ya no puedo evitar
Darte noticias sin tardanza

Aquí en la tierra están jugando y gritan gol
Hay mucho samba mucho choro y rock'n'roll
A veces llueve y otros días brilla el sol
Mas yo quiero decirte que la cosa aquí está negra

Mucha pirueta al ir buscando el ganapán
Y todos van buscando con ardor y con desgarro
Y la gente va fumando pues también sin un cigarro
No hay quien aguante la cuestión

Querido amigo te quise telefonear
Mas la tarifa no hace gracia
Ando afligido porque te quiero dejar
Al corriente de lo que pasa

Aquí en la tierra están jugando y gritan gol
Hay mucho samba mucho choro y rock'n'roll
A veces llueve y otros días brilla el sol
Mas yo quiero decirte que la cosa aquí está negra

Haciendo muecas al tragar el chaparrón
Y todos van tragando cada sapo en el camino
Y la gente se va amando pues también sin un cariño
No hay quien aguante la cuestión

Querido amigo yo te quería escribir
Pero el correo andaba arisco
Si me permiten trataré de remitir
Noticias frescas en el disco

Aquí en la tierra están jugando y gritan gol
Hay mucho samba mucho choro y rock'n'roll
A veces llueve y otros días brilla el sol
Mas yo quiero decirte que la cosa aquí está negra

La marieta manda un beso para vos
Un beso a la familia, a cecilia y a los niños
Y francis aprovecha y también manda cariños
A todos por igual
Adiós


Notas: Marieta fue la esposa de Chico Buarque, Francis (Hime) es el compositor de esta música y Cecília era la esposa de Augusto Boal, teatrólogo exiliado em Lisboa y a quien le escriben esta carta.
Choro: es un género musical brasileño, con más de 13o años de existencia. El ritmo es agitado y alegre y muchas veces improvisado.
El samba... todo el mundo sabe lo que es jeje
La traducción es la versión en español de Chico Buarque, sin aportes ni participación mía...

Yo me quedo

Pablo Milanés é um músico cubano e um dos fundadores, junto com Silvio Rodriguez e Noel Nicola, da Nova Trova Cubana.
Esta música é uma pequena homenagem a uma garota doida muito legal que eu prezo muito



Eu fico!

Que casa te acolherá?
Em que esquinas hás de parar?
Que bairro percorrerás
Para encontrar-te?

Que vizinho te falará?
Que compadre te procurará?
Que amigo compartilharás
Para entregar-te?

Eu fico com todas essas coisas
Pequenas, silenciosas,
Com essas coisas fico eu.

Já não quero falar de outras coisas
Mais dignas, mais belas
Com essas fico eu.

Que verdade te deslumbrará?
Que terra com sua humidade
Seus aromas sua humildade
Vai te faltar?

Que mares te banharão?
E que sol te abraçará?
Que tipo de liberdade
Vão te dar?

1 abr 2009

Todavía Cantamos

Esta é uma música de Victor Heredia, músico engajado com a luta contra as injustiças sociais.
Ainda cantamos é um protesto contra a ditadura militar






Ainda Cantamos


Nós ainda cantamos, ainda pedimos,
Ainda sonhamos, ainda esperamos,
Apesar das pancadas
Que desferiu em nossas vidas
O engenho do ódio
Desterrando ao esquecimento
Os nossos seres queridos.

Nós ainda cantamos, ainda pedimos,
Ainda sonhamos, ainda esperamos;
Que nos digam onde
Esconderam as flores
Que perfumaram as ruas
Perseguindo um destino
Onde, onde foram?

Nós ainda cantamos, ainda pedimos,
Ainda sonhamos, ainda esperamos;
Que nos dêem a esperança
De saber que é possível
Que o jardim se ilumine
Com os risos e as cantigas
Dos que amamos tanto.

Nós ainda cantamos, ainda pedimos,
Ainda sonhamos, ainda esperamos;
Por um dia diferente
Sem coação nem jejum
Sem temor e sem pranto,
Para que voltem ao ninho
Nossos seres queridos.

Nós ainda cantamos, ainda pedimos,
Ainda sonhamos, ainda esperamos...